Há tempos atrás eu dizia que viria para o Rio de Janeiro, ser atriz e ficar conhecida. Além de querer calar a boca, se assim posso dizer, de quem dizia que eu não era capaz de nada, principalmente de alcançar algo aos pés do que hoje realizei, eu gostava de atuar (gosto). O sonho de ser atriz adormeceu, e a ideia de morar no Rio e estudar aqui, por incrível que pareça, também. Há 3 meses atrás eu já estava me imaginando uma antropóloga super exótica, como de praxe. Isso porque estava cursando Ciências Sociais. Hoje já não sei nem em o que imaginar de mim. Eu sei que aqui eu poderei ser muito mais do que minha imaginação permite produzir.
Alguns amigos pediram que eu contasse tudo o que acontecesse por aqui, não dá pra contar de um por um, então através do blog eu posso pelo menos registrar como serão as primeiras experiências. Começo pela saída da minha casa, em São Luís do Maranhão.


Na pressa ficou tudo uma bagunça!
Assim deixei nas caixas deixadas na minha casa, que haviam todas as minhas preciosidades. Se eu pudesse trazia tudo, claro, mas seria extremamente complicado. Se quando fui fazer o check in minha malas tiveram 7 kg de excesso com as coisas mais importantes... Imagine se eu levasse o que havia dentro das caixas. Falando nisso, eu aceitei pagar o excesso da bagagem, disseram-me que o preço para 7 kg era R$ 140. Você pagaria? Eu não, e disse bem claro "eu não vou pagar isso". Mas como a única coisa que poderia fazer era diminuir a quantidade de coisas, tive que ser obrigada a passar um pouco de vergonha retirando bagulhos da mala (rs). Depois disso o excesso ficou em 4 kg. Deu uma melhorada, mas infelizmente minha mãe teve que voltar com algumas coisas minhas, e fiquei pensando nisso com a maior tristeza depois. Ficou em R$ 80 o excesso, e eu tive que ceder.
No caminho para o aeroporto eu fui começar a desvendar meu celular, e aí coloquei as músicas que tinha acabado de baixar pra tocar, e de repente começa: "A bailarina e o astronauta" da Tiê (como sempre, rs).
"Eu sou uma bailarina e cheguei
aqui sozinha. Não pergunte como eu vim,
porque já não sei de mim. Do meu circo eu fui
embora, sei que minha família chora.
Não podia desistir, se um dia, como um
sonho ele apareceu pra mim. "
sonho ele apareceu pra mim. "
![]() |
| Aí eu tirei essa foto pra registrar a cara de deception. |
Peguei o taxi e vim sozinha. Ao chegar, fui recebida muito bem. E já começaram a me encher de comida. Não dormi muito tarde, estava cansada, foram muitos dias de preocupação, ansiedade e saídas infinitas em São Luís.
O primeiro dia ao acordar nessa cidade encantadora foi muito estranho, eu pensava que estava em São Luís e na minha cama... Aí a Ana Cláudia (Lala) me convidou para ir ao mercado, e pra minha alegria estava fazendo um friozinho muito bom. Disseram por aqui que eu trouxe o frio pra cá, já que dias anteriores não estavam. Segundo dia soube o dia exato que farei minha matrícula na UFRJ, para assim ser oficialmente uma universitária pela segunda vez, isso já me deixou entusiasmada. Terceiro dia por aqui, acordei às 5 da manhã com a Lucilene (Lho Lho), pra ir ao trabalho dela pegar uma CPU, que agora será utilizada por mim. Finalmente pude respirar fora do bairro.
![]() |
| Ignorem as caras de sono da matina. |



