domingo, 15 de julho de 2012

Observando

Na minha rua há pessoas específicas que usam os acontecimentos da vida dos moradores com o intuito de repassá-los para os familiares desses tais moradores, e assim intervir de maneira negativa. Às vezes, só mesmo por saber, e ter em mãos informações "valiosas" para serem usadas em algum momento "apropriado" para eles, claro. De tanto ver isso acontecer, e confusões serem geradas através disso, e sempre por conta de uma casa, uma família, eu resolvi usar informações da rua também, mas de uma forma positiva. Existem notícias, e notícias transformadas em fofocas. Enquanto para uns a conversa começa e para aqui,








(essa é a notícia da rua pela qual a gente percebe a simples passagem de um fato importante que é valioso saber) para outros ela começa observada da janela da sua casa, desde o dia que a garota estava na porta com seu futuro marido, e saíam dia sim, dia não, às 19:30, voltavam às 23:30, depois de 2 anos de namoro,  a mulher está grávida de 4 meses, e deve bem ter sido pelo fato de sair muito e a mãe dela dar liberdade demais à ela. "Essa menina é uma vadia" (mas quando passar ao lado dela vai sorrir e dizer "oi"). É tudo o que pensa e sabe uma pessoa, como dizem aqui no Maranhão "maroca", em outros casos"fofoqueira", "mutuca".
Essa abertura, que descrevi alguém que não tem limites, e educação perante um conjunto de pessoas, é para que eu possa contar agora, sem receio nenhum, do que acontece por aqui. Não serei uma delas, até porque não citarei nomes, vocês não conhecem a minha rua e nem as pessoas que moram nela, muito menos vou prejudicar alguém, nem constranger, porque eles não devem nem utilizar internet, mas vou falar o que aconteceu por aqui nos últimos tempos. São coisas interessantes, que me fizeram refletir demais a respeito das pessoas desumanas.

[continua no próximo post]

Só pra ficar claro, o assunto sobre qual eu vou tratar vai ser somente no próximo post, o blog não vai ser diretamente ligado à isso. :)


Um comentário:

  1. Há uns 8 anos, eu fazia uma espécie de jornal todo escrito à mão onde os acontecimentos da minha rua eram passados a limpo, uma espécie de boletim informativo pra ser distribuído pros amigos e conhecidos. Não tinha nenhum cunho de fofoca, era apenas diversão de pré-adolescente que gostava de escrever, nada tão incisivo.

    Hoje em dia, principalmente nos bairros mais antigos de São Luís, percebo como a vida alheia tornou-se uma atração. Cadeiras na porta, braços nas janelas, gente na língua dos outros... Essa invasão de privacidade suscita um grande debate: tomar satisfação, pedir pra parar com o falatório ou simplesmente ignorar e entrar no carro de saia curta e salto alto, deixando seu filho pequeno chorando com a avó? Sei lá...

    Muito bom te ter de volta na blogosfera. Boa sorte nessa nova empreitada. E que haja muito desassossego nesse sossego do mundo \o/

    Grande beijo ;*

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