- Como queria que aquele sábado tivesse sido apenas mais um sábadoEle foi o último que passei ao seu lado
Ele foi o dia que eu lembro com mais vontade de vivê-lo outra vez
Sábado
Como todos eles anteriores àquele foram bons
Sentia sua pele, o cheiro que me vem todos os dias agora em saudade
O calor que nossos corpos produziam
Ah, sábado
Eu não imaginava que você se tornaria o pior dia da minha semana
Ah, você não está sozinho sábado
Segunda é igual a você
Domingo é seu irmão gêmeo
Quinta se parece muito
Ah sábado
Todos os dias são como você
Eles se tornaram vazios
Todos vocês nunca mais serão iguais ao que eram
Mas vocês são iguais entre si
Iguais.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Sábado
sábado, 14 de setembro de 2013
Essa é a pior parte
Nunca sei quando eu vou conseguir escrever, eu nunca preparo, nem espero, nem aguardo. Por isso é que o tempo entre cada texto postado até assusta. Parece até que eu deixei o blog no lugar dele, sossegado do mundo como ele mesmo é. Então eu, quando estou desassossegada do mundo, tremo todinha e sinto vontade de escrever, e finalmente posso sossegar dele.
Hoje pouco posso falar sobre qualquer coisa, porque eu me sinto cada vez menos preparada para isso, deveria ser o oposto, mas não é. Antes eu não tinha medo de falar, eu só falava, só escrevia, só descrevia sem pensar muito na forma e no tom. O que de fato eu vim fazer aqui? Eu já até nem lembrava mais, esqueci nesse meio tempo de introdução.
Há duas semanas atrás eu estava feliz, a diferença é que a felicidade estava de tão fácil alcance que às vezes eu a deixava de canto. Sensação parecida quando nós temos água em abundância nos litros na geladeira e nem sequer bebemos um copo, e quando temos sede e vamos beber, os litros estão vazios (que exemplo mais tosco, mas é assim). Ela estava bem alí. E não digo que não aproveitava essa tal felicidade, mas era tão normal que virou rotina. Hoje, estou precisando buscá-la, procurá-la, se puder até inventá-la. Está difícil demais aceitar essa mudança.
Mudança que aconteceu de um jeito tão incerto, nunca vi na vida. E onde está minha casa, minha cama, meu quarto, meu violão, minhas coisas nesse momento tão difícil? Estão a quase 3000 mil km de distância. Essa é a pior parte. No momento em que você poderia pensar: "Ah, a vida não é tão ruim assim, pelo menos minha família não pode desistir de mim, mesmo que não gostem de mim, a família sempre estará alí", você não pode, justamente porque sua família não está aqui do lado. Repito: essa é a pior parte.
Incerteza de uma melhora e terei então que, ou conviver com a dor, ou começar a trabalhar incessantemente para destruí-la de dentro de mim. Claro que a segunda opção é válida, mas ela precisa de um motivo para deixar de existir. Essa dor só existe porque ela está junto com o amor, aquele que você sabe que existe de verdade. Então se for pra destruir um, a dor, o outro também terá que ser destruído. Essa é a pior parte dois.
Hoje pouco posso falar sobre qualquer coisa, porque eu me sinto cada vez menos preparada para isso, deveria ser o oposto, mas não é. Antes eu não tinha medo de falar, eu só falava, só escrevia, só descrevia sem pensar muito na forma e no tom. O que de fato eu vim fazer aqui? Eu já até nem lembrava mais, esqueci nesse meio tempo de introdução.
Há duas semanas atrás eu estava feliz, a diferença é que a felicidade estava de tão fácil alcance que às vezes eu a deixava de canto. Sensação parecida quando nós temos água em abundância nos litros na geladeira e nem sequer bebemos um copo, e quando temos sede e vamos beber, os litros estão vazios (que exemplo mais tosco, mas é assim). Ela estava bem alí. E não digo que não aproveitava essa tal felicidade, mas era tão normal que virou rotina. Hoje, estou precisando buscá-la, procurá-la, se puder até inventá-la. Está difícil demais aceitar essa mudança.
Mudança que aconteceu de um jeito tão incerto, nunca vi na vida. E onde está minha casa, minha cama, meu quarto, meu violão, minhas coisas nesse momento tão difícil? Estão a quase 3000 mil km de distância. Essa é a pior parte. No momento em que você poderia pensar: "Ah, a vida não é tão ruim assim, pelo menos minha família não pode desistir de mim, mesmo que não gostem de mim, a família sempre estará alí", você não pode, justamente porque sua família não está aqui do lado. Repito: essa é a pior parte.
Incerteza de uma melhora e terei então que, ou conviver com a dor, ou começar a trabalhar incessantemente para destruí-la de dentro de mim. Claro que a segunda opção é válida, mas ela precisa de um motivo para deixar de existir. Essa dor só existe porque ela está junto com o amor, aquele que você sabe que existe de verdade. Então se for pra destruir um, a dor, o outro também terá que ser destruído. Essa é a pior parte dois.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Alojamento, vulgo Aló
Dia 24 vou para São Luís, mas nesse mesmo dia, é a data
que nós, simplórios “agregados” no alojamento, que “não temos” para onde ir,
teremos para sair do alojamento. Visto que o mesmo vai entrar em reforma, mesmo
de forma que não dê uma garantia de moradia de verdade pra quem vai ter que
esperar tal reforma. O que eles ofereceram foi um dinheiro a mais. Um número a
mais de “verde” no bolso que não é a certeza de um lugar pra morar. Só não foi
disso que vim falar, essa só foi uma breve descrição da situação corrente.
Eu tenho para onde ir, mas tudo o que eu não pagava
(transporte - ônibus interno que mesmo lotado em sua maioria, chega com
segurança e rapidez onde estudo; comida por 2 reais), terei que voltar a ter
como mais um gasto. Só não vim também pra falar disso.
Vim despedir-me do alojamento de forma pública (amigos,
família), porque acho engraçado não ser absolutamente nada como esperado. E se você pensa que não fui feliz
nesse lugar, na verdade está enganado, eu fui. E também não tenho pretensão
nenhuma de relatar minha vida, até
porque ninguém merece ler tanto “blá blá blá”, mas merecem saber de coisas
cotidianas que quase ninguém, que não mora lá, nunca vai saber.
Morar no alojamento significa: ter que substituir os
acontecimentos ruins ao humor, se não você não sobrevive. As piadas internas
são as melhores.
No alojamento tem dois horários em que é distribuído o
“café”, onde temos a opção de café com leite, sem leite, suco ou vitamina, pão
, lê-se: pão velho, e uma frutinha ou sobremesa, como um copinho do tamanho do
meu olho de gelatina. É lindo na teoria para quem não está lá ler que temos um
“café grátis!”, na verdade a gente sempre tem que tomar muito cuidado com o que
come lá. Ouço histórias que há 1 ano atrás eles davam Ovomaltine no café,
sanduíches gostosos, entre outras coisas, mas acho que tiveram que diminuir a
verba para nossos lanchinhos porque o “cara de terno” deve ter visto nunca
“sobrar” money para seu papel higiênico importado ser comprado (haha).
Toda semana havia uma assembleia por lá, um grupo de alunos
que organizam as ideias de todos os que compareciam às assembleias. E então
quando aparecia alguém não muito visto pelos corredores a piada interna tomava
partido: “Mas quem é você? Eu nunca te vi no café!”.
Ouvir passos de pessoas correndo se tornou quase fundo
musical dos nossos dias. Tem um ônibus que passa de 10 em 10 minutos na frente
de lá, que nos leva para dar uma voltinha no “imenso” fundão, sendo possível
descer na estação (onde passam alguns ônibus para saída do fundão), na Vila
Residencial (onde as pessoas costumam ir para fazer comprinhas básicas e
lanchar), ou mesmo descer em qualquer ponto para pegar qualquer ônibus.
Entretanto, no final de semana esses ônibus passam de meia em meia hora. E
temos também os ônibus internos que nos levam para lugares “fora” do fundão. E
todos eles têm horário certo para passar. Então sempre ouvimos pessoas correndo
desesperadamente, descendo aquelas escadas perigosas para não perderem o ônibus.
Existem dois ônibus, um que sai às 12, e outro às 12:15 que
nos levam para a Praia Vermelha, que é onde fica o Campus que tem alguns
cursos, é claro, Comunicação Social. O bandejão central vai até às 14 hrs. Só que
se você quiser pegar um desses dois ônibus você precisa sair as 11, até porque
11:40 existe uma fila gigantesca envolvendo o bandejão, que seria quase
impossível comer nesse tempo até o ônibus.Na semana em que o curso começa a
apertar, e você passa a dormir um pouco
mais tarde, ou quase nem dormir, e você tem que ir para a aula, mas se dormir
pouco não vai render o seu dia, e se você for comer, é quase impossível fazer
isso em meia hora, você precisa tomar um decisão muito importante (é besta, mas
é engraçada e faz parte da rotina sim): decidir entre deixar de pegar o ônibus
interno para almoçar mais tarde e se virar pegando o 485 que demora muito mais
tempo pra chegar e não garante nenhuma segurança, ou não almoçar para pegar
direto o ônibus interno e dar um jeito de comer qualquer coisa na faculdade
(visto que no outro Campus não tem bandejão!)? Eis a questão (haha).
Também há outro ponto (mais um) negativo, finais de semana o
restaurante universitário (bandejão) não funciona! Se você não tiver um forno,
ou fogão, ou uma geladeira pra guardar muita comida, desculpe, você vai morrer
de fome, ou vai ter que ir à Vila comer salgado, ou então pedir uma pizza. Oba!
Pelo menos os entregadores chegam até o alojamento! Então na maioria das vezes
eu pedia um lanche para entrega, porque eu era uma dessas que não tinha fogão.
Tudo bem que meu namorado, que também mora no alojamento, tem um fogão e de vez
em quando nos preparava um miojo (mas ele sabe cozinhar mesmo, só é ferrado que
nem eu, e não tem dinheiro pra comprar ingredientes pra fazer comida sempre).
Vocês que moram com seus irmãos, ou já dormiram por
muito tempo no quarto do irmão, sabe como era/é a convivência de vocês. Parece
que não há espaço pra nada, nem pra andar no quarto, nem fazer nada. Então, é
o caso de quem mora no alojamento, mesmo os que moram sozinhos, imagine de quem
divide o quarto. O último caso é o meu. A minha companheira de quarto e eu,
sofríamos. Eu sou a pessoa mais desastrada do mundo, daquelas que derruba tudo
por onde passa a mão, que tropeça nos cabos pelo chão, que machuca o pé na
porta, na parede, ou até bate a cabeça na mesa quando vai levantar (isso
aconteceu ontem). Agora imagina essa pessoa desastrada que sou eu, num lugar
pequeno e com mais uma pessoa. Cada movimento meu dentro do quarto já resultava
num prejuízo ou em ter que abaixar para pegar do chão o que caiu. Ontem eu
quebrei um copo só porque ela pediu para que eu fizesse algo para ela, quando
virei, a mão foi na mesma hora no copo que deu um trabalhão e me fez atrasar
mais ainda para a aula.
E quando está no fim do mês e está todo mundo quase sem
dinheiro, sem tempo e disposição? Vamos “interar” (não sei se conhecem essa
expressão, mas é juntar dinheiro, fazer vaquinha) para comprar aquelaa pizza
que vem com outra “grátis”. Pobres “alojados”.
Fora que o alojamento deu azar e muito no sentido de
acontecimentos ruins físicos comigo. Eu fiquei doente várias vezes (o que
dificilmente acontecia antes), emagreci (o que eu odeio que aconteça porque já
sou muito magra para isso). Tive que me privar da convivência com meus amigos
do curso de comunicação, não porque queria, mas porque sair daquele lugar (alojamento) é complicado.
Não é bacana sair no final de semana para qualquer lugar que seja, é sempre bom
sair em grupo, ou dia de semana mesmo (mas existe tempo para isso no meio da
semana?). Então a gente fica alí, isolado do mundo, enfiando a cara nos livros
apenas e se “comunicando” apenas no ambiente do nosso curso (refiro-me a mim e
meu namorado).
Mesmo a tudo isso, ter morado no alojamento particularmente
me ajudou em muitos sentidos. Eu já vi que a dificuldade em que eu passava na
minha casa na cidade natal não chega perto da que eu passei aqui. Entretanto,
além de todas os problemas que passei ali dentro, eu posso dizer que foi uma
grande experiência viver com minhas próprias pernas. É aquele clichê, foi
maravilhoso poder me desenvolver como ser humano.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
trajectory new
Há tempos atrás eu dizia que viria para o Rio de Janeiro, ser atriz e ficar conhecida. Além de querer calar a boca, se assim posso dizer, de quem dizia que eu não era capaz de nada, principalmente de alcançar algo aos pés do que hoje realizei, eu gostava de atuar (gosto). O sonho de ser atriz adormeceu, e a ideia de morar no Rio e estudar aqui, por incrível que pareça, também. Há 3 meses atrás eu já estava me imaginando uma antropóloga super exótica, como de praxe. Isso porque estava cursando Ciências Sociais. Hoje já não sei nem em o que imaginar de mim. Eu sei que aqui eu poderei ser muito mais do que minha imaginação permite produzir.
Alguns amigos pediram que eu contasse tudo o que acontecesse por aqui, não dá pra contar de um por um, então através do blog eu posso pelo menos registrar como serão as primeiras experiências. Começo pela saída da minha casa, em São Luís do Maranhão.


Na pressa ficou tudo uma bagunça!
Assim deixei nas caixas deixadas na minha casa, que haviam todas as minhas preciosidades. Se eu pudesse trazia tudo, claro, mas seria extremamente complicado. Se quando fui fazer o check in minha malas tiveram 7 kg de excesso com as coisas mais importantes... Imagine se eu levasse o que havia dentro das caixas. Falando nisso, eu aceitei pagar o excesso da bagagem, disseram-me que o preço para 7 kg era R$ 140. Você pagaria? Eu não, e disse bem claro "eu não vou pagar isso". Mas como a única coisa que poderia fazer era diminuir a quantidade de coisas, tive que ser obrigada a passar um pouco de vergonha retirando bagulhos da mala (rs). Depois disso o excesso ficou em 4 kg. Deu uma melhorada, mas infelizmente minha mãe teve que voltar com algumas coisas minhas, e fiquei pensando nisso com a maior tristeza depois. Ficou em R$ 80 o excesso, e eu tive que ceder.
No caminho para o aeroporto eu fui começar a desvendar meu celular, e aí coloquei as músicas que tinha acabado de baixar pra tocar, e de repente começa: "A bailarina e o astronauta" da Tiê (como sempre, rs).
"Eu sou uma bailarina e cheguei
aqui sozinha. Não pergunte como eu vim,
porque já não sei de mim. Do meu circo eu fui
embora, sei que minha família chora.
Não podia desistir, se um dia, como um
sonho ele apareceu pra mim. "
sonho ele apareceu pra mim. "
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| Aí eu tirei essa foto pra registrar a cara de deception. |
Peguei o taxi e vim sozinha. Ao chegar, fui recebida muito bem. E já começaram a me encher de comida. Não dormi muito tarde, estava cansada, foram muitos dias de preocupação, ansiedade e saídas infinitas em São Luís.
O primeiro dia ao acordar nessa cidade encantadora foi muito estranho, eu pensava que estava em São Luís e na minha cama... Aí a Ana Cláudia (Lala) me convidou para ir ao mercado, e pra minha alegria estava fazendo um friozinho muito bom. Disseram por aqui que eu trouxe o frio pra cá, já que dias anteriores não estavam. Segundo dia soube o dia exato que farei minha matrícula na UFRJ, para assim ser oficialmente uma universitária pela segunda vez, isso já me deixou entusiasmada. Terceiro dia por aqui, acordei às 5 da manhã com a Lucilene (Lho Lho), pra ir ao trabalho dela pegar uma CPU, que agora será utilizada por mim. Finalmente pude respirar fora do bairro.
![]() |
| Ignorem as caras de sono da matina. |
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Escrever é fazer-se conhecer
Da forma como se quer, cômica, dissertativa, descritiva, a escrita faz parte da vida de muita gente, mas também não faz parte de muitas vidas. Escrever é doar-se ao outro, que você não sabe quem é, que pode interpretar seu texto de várias formas, que você não sabe como encarará suas entrelinhas. Informal ou culta, ela vem carregada de você, do que faz parte do seu mundo. Certamente que pode ser apenas uma porcentagem de você, certas vezes pessoas passam até duzentos porcento do que é, isso porque vão além do superficial, adentram na subjetividade do eu.
Pensemos, escrever é se expor? Depende do ponto de vista. Há pessoas que escrevem e publicam, assim estão expostas ao que pensarão a respeito desses textos. Parte delas poderá concluir o óbvio, outras podem ir além disso. Acabando assim por construir um conceito sobre quem você é, estando certo ou não.
Ah! Escrever é bom demais, esvazia sua caixinha de ideias porque elas pularam para fora dela, abrindo espaço assim para novas. Já que eu estou falando de textos, vou separar quatro blogs para vocês, contar um pouco sobre os donos e como os conheci.
http://larescrituraria.blogspot.com.br/
Ela tem 19 anos, de São Luís e faz parte da minha vida, conheci essa incrível pessoa na escola, mas fui ficar mais próxima só quando saí de lá (e ela continuou para concluir). O teatro nos uniu, isso é fato. Participávamos de um grupo chamado Entrecena, com direção de Jorge Milton, no Colun, e então tínhamos uma convivência diária, apesar da diferença de séries (ela no 1º ano e eu no 3º). E gostos, vontades e sonhos em comum foram nos juntando mais ainda. Até que pude considerá-la uma grande amiga/irmã. Não me esforcei pra gostar dela, é muito fácil, porque alguém com tanto bom gosto e uma carga de conhecimento tão grande é quase impossível não se aproximar, a não ser que você tenha péssimas referências, rs. Ela tinha dois blogs, um que era bastante pessoal (Complexo das Letras), o outro também, porém com uma influência enorme em Deus (La Escriturária). Ela contava nesse segundo, o que achava que era certo, sua posição em relação a temas polêmicos, ou não, era sincera a ponto de provocar uma satisfação imensa ao ler seus textos. Hoje ela escreve num blog conjunto, o Lar da Escriturária, que eu mencionei up.
É uma garota de 17 anos, mora em São Luís e também faz parte da minha vida, é uma grande amiga /irmã. Nos conhecemos há pouco tempo, mas digo à vocês, foi através da arte. A primeira vez que eu vi a Juli na vida ela estava vestida de boneca, Maricota (e que por acaso é um dos meus apelidos). Eu era jurada das apresentações que estavam concorrendo, mas eu não fazia ideia de quem estaria por trás da roupa de boneca e aquele rostinho todo pintado, e da peruca verde. A primeira vez que ela me viu, bem antes disso, eu estava apresentando na minha ex-escola, na aula inaugural, e ela estava alí, como seu primeiro dia na escola em que eu estudei. Minha personagem era uma criança (a maioria dos personagens eram, porque representávamos uma sala de aula), além disso, eu ainda era irmã gêmea, e quem fazia essa tal, era a Steffi de Castro. Então nesse dia ela me viu da mesma forma como futuramente eu a vi, 2 anos depois. Só que somente alguns meses depois da apresentação, foi que eu conheci a Juliana de verdade.
Juliana é aquele tipo de menina que amadureceu bem rápido, e que você aprende todo dia um pouquinho com ela. Há uma sinceridade, honestidade e simplicidade imensa nela. Quando ela escreve, só faz percebermos o quanto isso é verdade.
http://miudezasparticulares.blogspot.com.br/
Pensemos, escrever é se expor? Depende do ponto de vista. Há pessoas que escrevem e publicam, assim estão expostas ao que pensarão a respeito desses textos. Parte delas poderá concluir o óbvio, outras podem ir além disso. Acabando assim por construir um conceito sobre quem você é, estando certo ou não.
Ah! Escrever é bom demais, esvazia sua caixinha de ideias porque elas pularam para fora dela, abrindo espaço assim para novas. Já que eu estou falando de textos, vou separar quatro blogs para vocês, contar um pouco sobre os donos e como os conheci.
Lar da Escriturária, autora: Steffi de Castro
http://larescrituraria.blogspot.com.br/
Ela tem 19 anos, de São Luís e faz parte da minha vida, conheci essa incrível pessoa na escola, mas fui ficar mais próxima só quando saí de lá (e ela continuou para concluir). O teatro nos uniu, isso é fato. Participávamos de um grupo chamado Entrecena, com direção de Jorge Milton, no Colun, e então tínhamos uma convivência diária, apesar da diferença de séries (ela no 1º ano e eu no 3º). E gostos, vontades e sonhos em comum foram nos juntando mais ainda. Até que pude considerá-la uma grande amiga/irmã. Não me esforcei pra gostar dela, é muito fácil, porque alguém com tanto bom gosto e uma carga de conhecimento tão grande é quase impossível não se aproximar, a não ser que você tenha péssimas referências, rs. Ela tinha dois blogs, um que era bastante pessoal (Complexo das Letras), o outro também, porém com uma influência enorme em Deus (La Escriturária). Ela contava nesse segundo, o que achava que era certo, sua posição em relação a temas polêmicos, ou não, era sincera a ponto de provocar uma satisfação imensa ao ler seus textos. Hoje ela escreve num blog conjunto, o Lar da Escriturária, que eu mencionei up.
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| Cartaz fofíssimo que eu fiz para ela (representa muito bem quem ela é) |
Fez-se flor, autora: Juliana Diniz
http://fez-se-flor.blogspot.com.br/É uma garota de 17 anos, mora em São Luís e também faz parte da minha vida, é uma grande amiga /irmã. Nos conhecemos há pouco tempo, mas digo à vocês, foi através da arte. A primeira vez que eu vi a Juli na vida ela estava vestida de boneca, Maricota (e que por acaso é um dos meus apelidos). Eu era jurada das apresentações que estavam concorrendo, mas eu não fazia ideia de quem estaria por trás da roupa de boneca e aquele rostinho todo pintado, e da peruca verde. A primeira vez que ela me viu, bem antes disso, eu estava apresentando na minha ex-escola, na aula inaugural, e ela estava alí, como seu primeiro dia na escola em que eu estudei. Minha personagem era uma criança (a maioria dos personagens eram, porque representávamos uma sala de aula), além disso, eu ainda era irmã gêmea, e quem fazia essa tal, era a Steffi de Castro. Então nesse dia ela me viu da mesma forma como futuramente eu a vi, 2 anos depois. Só que somente alguns meses depois da apresentação, foi que eu conheci a Juliana de verdade.
Juliana é aquele tipo de menina que amadureceu bem rápido, e que você aprende todo dia um pouquinho com ela. Há uma sinceridade, honestidade e simplicidade imensa nela. Quando ela escreve, só faz percebermos o quanto isso é verdade.
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| A flor e a flor. |
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| Aleide e Alaide (Mariana e Steffi) |
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| Maricota (Juliana Diniz) |
Miudezas Particulares, autora: Natasha Olenka
http://miudezasparticulares.blogspot.com.br/
19 anos, mora em São Luís, entrou em minha vida na infância, quando eu era aluna da mãe dela no grupo da Igreja, e ela penrambulava, correndo pelo espaço, rs. Nos aproximamos ainda mais na adolescência, ela fez parte daquela vivência típica dos jovens, um tanto atípica, nós éramos loucas a ponto de não fazer nenhuma besteira. Só falávamos demais, nossas saídas limitavam-se uma na casa da outra, na das outras amigas que faziam parte também, padarias, comércios. Falávamos que iríamos aos EUA, enrolávamos o inglês com graças infinitas. Nós "sofremos" por amor juntas, apoiamos os desesperos e afins. O sonho dela é fazer Jornalismo, começou cursando Letras, mas não foi exatamente o que ela queria. No blog, ela escreve coisas relacionadas a sentimentos. Ela te faz pensar por diversos lados ao ler seus textos, faz uma alusão incrível. É de arrepiar.
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| Natasha, a nat licyous. |
Ele tem 20 anos, São Luís, já está bastante tempo no blog, e já é conhecido por muitos blogueiros e apreciadores do mundo da blogosfera. O famoso "Marcos Aurélio", conheci há tempos. Nós temos uma ligação muito profunda e que denominamos "Vida entre colchetes". Logo no início da nossa amizade, tudo o que falávamos a respeito de reflexões do mundo, pessoas, ou nosso interior, colocávamos [entre colchetes], era uma forma de se deslocar do real, ir ao imaginário possível. Tanto tempo passado, percebemos que o mundo ou vida entre colchetes continua mais vivo do que nunca, as histórias foram acontecendo na vida dele, aconteceram na minha vida, e percebemos que tudo girou em torno de algo que acreditávamos. As histórias se entrelaçaram e nós pudemos fazer tudo isso de modo tino. E isso só fortaleceu a vida entre colchetes.
O blog dele rodeia tudo. Um dia ele trata de um assunto sério, outro dia descontrai, ou sentimentaliza tudo. A forma como ele vê o mundo é impressionante, não gostar dos textos do Markoso, é algo em escassez.
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| Ele brinca de escrever. |
Fico pensando se realmente mereço a amizade destas pessoas incríveis! Como posso ter conquistado-os? Escrevem de forma única e eu precisava compartilhar esse talento todo com vocês.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Adormecida
As melodias e letras das músicas da Tiê vieram como parte da trilha da minha vida.. Decolei numa época em que sinto o amor longe, agora mais do que nunca, de forma pela qual eu me distancio do que passou, daquele amor que eu já pude sentir. E sinto-me longe e distante daquele que há de vir. Não sei quando virá, não sei se virá.
É difícil até interpretar o que se sente. É uma dormência de estado, você não sofre, você não se alegra. Ao mesmo tempo que se quer acreditar que existe algo maior por vir, há a vontade de que nada mude, porque se possuímos em nossa caixa de lembranças várias situações tristes, sofridas, a vontade que elas não aconteçam outra vez é enorme. Mas aos poucos você as ignora, porque seu corpo, sua mente, seus sentimentos precisam se renovar. Os seus sentidos vão querer buscar o que você deixou de viver por um tempo por medo. Não que todas as pessoas tenham medo de arriscar outra vez, mas seu inconsciente acaba por desviar desse caminho.
Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender"
(Perto e Distante - Tiê)
E cada dia que passa, eu sinto que preciso voltar a viver uma história bonita, sem me preocupar se vai dar certo, ou não vai dar. Que ela exista da forma que possa existir, do jeito que vier. Sem "poréns", "porquês", sem o "talvez", sem o "e se não". Para isso precisa-se merecer. Será se "te mereço" futuro bom? Será que mereço esse "por vir"? Mereço o tal?
"Um carinho envolve o meu coração
Sinto que é você, falando pra mim
Sussurrando"
(Te Mereço)
Sinto essa música como alguém que não existe, que só cabe na imaginação, porém, alguém possível, e que está bem longe. Só quero que continue dentro de mim essa calmaria. Essa que só é possível quando você está entre o espaço do "Perto" e do "Distante".
domingo, 29 de julho de 2012
360º (graus)
Minha vida e minha cabeça deram uma volta imensa. Apesar de começar falando de mim, quero falar de você, de nós, de todos. Vamos ao início: recentemente tomei uma decisão transformadora, não só de uma vida, mas de uma rotina, uma família, um futuro. Fatos... terminei o ensino médio, passei o ano seguinte estudando e focada no vestibular tradicional, que no meio do ano passou a ser enem, e no fim, ter a notícia de que não havia passado. Foi um baque tremendo! Porque quando terminei o ensino médio, era novinha, e minha vontade maior era entrar nova. Foi aí que no ano seguinte, eu desandei, por vários motivos. O primeiro deles, foi uma prima ter falecido e ter deixado a família inteira mal, muito mal, porque era a primeira pessoa nova na família a nos deixar. Isso me deixou semanas esquisita. E na mesma semana, vi que não havia passado numa prova pela qual tanto esperei e coloquei fé. No dia em que a prima sofreu o acidente, eu havia feito uma prova de concurso, que também posteriormente soube não ter passado. Aí terminei um namoro sério (ele terminou), e que era forte demais, ia além da adolescência, de um namoro passageiro, não era paixonete de criança, era baseado realmente num futuro brilhante que nos esperava, até o dia que isso passou a ser simplesmente um sonho distante. Além de ter passado a infância e adolescência inteira sofrendo com problemas familiares, e pessoais, como o bullying, justo na juventude, pela qual eu esperava tremenda mudança, acontecem essas coisas, num momento só. Pra desabar a pessoa mesmo!
Não compreendia, não queria nem compreender, já julgava ser o pior ano da minha vida, e tinha certeza que havia nascido para receber choques de realidade como esses. Até que comecei a reviver, aos poucos mesmo, resolvi fazer tudo de novo, estudar de novo, tentar outros romances oriundos do acaso. Então eis que no terceiro ano dessa sequência depois do término do ensino médio, aconteceram muitas coisas, uma atrás da outra, a tão sonhada aprovação não aconteceu da forma que esperei, novamente, passei na tal lista de espera, e não era o curso que queria, nem sabia porque tinha colocado aquele curso. Até fui fazer a matrícula, mas tudo aconteceu de forma que isso não tivesse êxito, hoje digo: que bom. Comecei a por em prática meus dotes criativos, minhas poucas técnicas editoriais eu comecei a desenvolvê-las. Editei vídeos para uns amigos que mantinham um site de entretenimento, estudei o início da criação de sites, ajudei duas cantoras amigas a desenvolverem seu site, dei a chance de namorar outra vez, até um estágio de um mês eu consegui, eu cheguei a viver nesse terceiro ano, porém, ainda não havia chegado no alvo certo.
Foi aí que ganhei de presente, simplesmente... ter passado na primeira chamada para um curso bom (não o que eu pretendia a priori, mas sabia que era um curso encantador). Comecei a cursá-lo, e estava gostando dele, mas aí abriram as inscrições do sisu, e eu sem pensar muito fiz. Imaginei qualquer universidade do Rio de Janeiro, coloquei UFRJ, e um curso que eu sempre desejei. ESSA É A PARTE QUE EU MAIS GOSTO DE TODA A HISTÓRIA, eu coloquei na ufrj sem pretensão nenhuma, pode acreditar! Estava bem, se eu passasse para outro curso na UFMA, estaria tudo bem. E tranquilamente, fui estudar pro seminário que precisava apresentar, organizar tudo, e no mesmo dia da apresentação, entrei na internet e vi que a posição estava muito boa nas vagas. Tomei um susto, mas continuei a - não pensar muito, mas já imaginando a possibilidade de pensar na possibilidade de ir - (haha). E quando saiu o resultado, eu decidi. Assim, do nada. Largar o curso, deixar a família longe, os amigos, a cidade tão amada, a vida que possuía, tudo, por um sonho. Um sonho? O que vale fazer por um sonho? Vale abandonar tudo o que você imagina ser sua vida de verdade para viver algo que pode ser ou não a felicidade? Aí eu lembro de quando eu não passei... se eu tivesse passado no início para algum curso na ufma, hoje talvez estaria cursando e quase terminando. Com certeza estaria tudo certo pra concluir e me formar. Por que eu faria a escolha de ir para outro estado se eu já estivesse com essa certeza? Eu não ia nem presumir isso! E quando acabasse o curso, será que minha vida seria realmente da forma como esperei que fosse? Pois então, não passei antes, passei hoje, na indecisão que poderia me passar pela cabeça, resolvi escolher a certeza de não ter certeza
alguma.
Cá estou eu, decidida a ir para o RJ, estudar o que tanto sonhei, e quem sabe conquistar tudo o que eu mereço conquistar. Se eu não for, posteriormente se der tudo errado em minha vida, ou acontecer de um jeito não tão agradável, pensarei: "Se eu tivesse ido, tudo poderia ser diferente". Para evitar uma conclusão dessas no futuro, prefiro ir. Ver o que acontece, e se não der certo por lá, é mais fácil voltar e tentar novamente por aqui, porque a oportunidade de ir pra lá é única, e voltar pra minha cidade, perto dos amigos e da família é algo que mesmo se eu for, continuarão aqui.
Agora deixo isso pra vocês... Virar de ponta cabeça às vezes nos fará bem, eu gosto de arriscar. Quando se arrisca, no fim você consegue ter uma resposta de duas, que são "deu certo" ; "não deu certo". Qual a resolução para o deu certo? Nenhuma, somente sorrir, e levar adiante a imensa alegria. E se não deu certo? Nada tão diferente, só não vale levar a tristeza junto. O sorriso tem que ir nas duas, porque quando ele vai, volta da mesma forma.
Não compreendia, não queria nem compreender, já julgava ser o pior ano da minha vida, e tinha certeza que havia nascido para receber choques de realidade como esses. Até que comecei a reviver, aos poucos mesmo, resolvi fazer tudo de novo, estudar de novo, tentar outros romances oriundos do acaso. Então eis que no terceiro ano dessa sequência depois do término do ensino médio, aconteceram muitas coisas, uma atrás da outra, a tão sonhada aprovação não aconteceu da forma que esperei, novamente, passei na tal lista de espera, e não era o curso que queria, nem sabia porque tinha colocado aquele curso. Até fui fazer a matrícula, mas tudo aconteceu de forma que isso não tivesse êxito, hoje digo: que bom. Comecei a por em prática meus dotes criativos, minhas poucas técnicas editoriais eu comecei a desenvolvê-las. Editei vídeos para uns amigos que mantinham um site de entretenimento, estudei o início da criação de sites, ajudei duas cantoras amigas a desenvolverem seu site, dei a chance de namorar outra vez, até um estágio de um mês eu consegui, eu cheguei a viver nesse terceiro ano, porém, ainda não havia chegado no alvo certo.
Foi aí que ganhei de presente, simplesmente... ter passado na primeira chamada para um curso bom (não o que eu pretendia a priori, mas sabia que era um curso encantador). Comecei a cursá-lo, e estava gostando dele, mas aí abriram as inscrições do sisu, e eu sem pensar muito fiz. Imaginei qualquer universidade do Rio de Janeiro, coloquei UFRJ, e um curso que eu sempre desejei. ESSA É A PARTE QUE EU MAIS GOSTO DE TODA A HISTÓRIA, eu coloquei na ufrj sem pretensão nenhuma, pode acreditar! Estava bem, se eu passasse para outro curso na UFMA, estaria tudo bem. E tranquilamente, fui estudar pro seminário que precisava apresentar, organizar tudo, e no mesmo dia da apresentação, entrei na internet e vi que a posição estava muito boa nas vagas. Tomei um susto, mas continuei a - não pensar muito, mas já imaginando a possibilidade de pensar na possibilidade de ir - (haha). E quando saiu o resultado, eu decidi. Assim, do nada. Largar o curso, deixar a família longe, os amigos, a cidade tão amada, a vida que possuía, tudo, por um sonho. Um sonho? O que vale fazer por um sonho? Vale abandonar tudo o que você imagina ser sua vida de verdade para viver algo que pode ser ou não a felicidade? Aí eu lembro de quando eu não passei... se eu tivesse passado no início para algum curso na ufma, hoje talvez estaria cursando e quase terminando. Com certeza estaria tudo certo pra concluir e me formar. Por que eu faria a escolha de ir para outro estado se eu já estivesse com essa certeza? Eu não ia nem presumir isso! E quando acabasse o curso, será que minha vida seria realmente da forma como esperei que fosse? Pois então, não passei antes, passei hoje, na indecisão que poderia me passar pela cabeça, resolvi escolher a certeza de não ter certeza
alguma.
Cá estou eu, decidida a ir para o RJ, estudar o que tanto sonhei, e quem sabe conquistar tudo o que eu mereço conquistar. Se eu não for, posteriormente se der tudo errado em minha vida, ou acontecer de um jeito não tão agradável, pensarei: "Se eu tivesse ido, tudo poderia ser diferente". Para evitar uma conclusão dessas no futuro, prefiro ir. Ver o que acontece, e se não der certo por lá, é mais fácil voltar e tentar novamente por aqui, porque a oportunidade de ir pra lá é única, e voltar pra minha cidade, perto dos amigos e da família é algo que mesmo se eu for, continuarão aqui.
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